FATOR VIII





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FATOR VIII Ações terapêuticas.

Anti-hemofílico.

FATOR VIII Propriedades.

Fator VIII:C é a porção coagulante do complexo circulante no plasma. Liga-se em forma não covalente à proteína de von Willebrand, de cuja atividade é responsável. O fator VIII:C age como co-fator para o fator IX, em sua função de ativação do fator X, na cascata da coagulação. Fator anti-hemofílico humano. O fator anti-hemofílico humano é a fração fator VIII:C do complexo fator VIII circulante. É obtido por fracionamento do sangue humano, incluindo um passo de purificação por anticorpos monoclonais e uma pasteurização final (60?C durante 10 horas), até chegar a um concentrado com atividade de 5 a 10U/mg de proteína total. A hemofilia A é um transtorno hereditário devido à baixa concentração plasmática do fator VIII:C, razão pela qual o concentrado do fator VIII:C de origem humana purificado pode aliviar os sintomas dessa doença.Os processos de purificação aplicados possuem uma capacidade de remoção de patógenos humanos (HIV e outros) suficiente para reduzir a improvável o risco de infecção pelo uso do produto. Fator anti-hemofílico suíno: o fator anti-hemofílico suíno é a fração fator VIII:C do complexo fator VIII circulante do porco. É utilizado em pacientes com hemofilia A que desenvolveram resistência à ação do fator de origem humana, devido ao aparecimento de anticorpos contra ele. Também é utilizado em casos de hemofilia adquirida devido ao desenvolvimento de anticorpos contra o fator VIII:C humano; o de origem suína é menos afetado por esses anticorpos. Informou-se elevação do fator VIII:C humano após a aplicação repetida do fator VIII:C de origem suína, provavelmente devido à saturação dos anticorpos.O fator VIII:C suíno não transmite doenças virais humanas e não foi detectada a transmissão das doenças virais próprias do porco. Na hemofilia adquirida, o fator VIII:C suíno é de primeira eleição sobre os concentrados de fator VIII:C humano.

FATOR VIII Indicações.

Fator VIII suíno: tratamento da hemofilia A congênita em pacientes que desenvolveram anticorpos contra o fator VIII:C humano. Tratamento da hemofilia adquirida por presença de anticorpos inibidores do fator VIII:C humano. Tratamento da doença de von Willebrand. Fator VIII humano: tratamento de hemofilia A.

FATOR VIII Posologia.

Fator VIII suíno: o monitoramento dos níveis de fator anti-hemofílico deve ser realizado antes e depois da administração de fator VIII:C suíno, para idividualizar a resposta do paciente. A dose inicial sugerida é de 100 a 150 unidades por kg de peso corporal. Fator VIII humano: o médico deve decidir que nível circulante de fator anti-hemofílico deseja alcançar. Geralmente, a administração intravenosa de 1 unidade de atividade anti-hemofílica por kg de peso corporal eleva o nível de fator anti-hemofílico circulante em 2%.

FATOR VIII Reações adversas.

Manifestações alérgicas, calafrios, náuseas, mal-estar no local de aplicação. Em algumas ocasiões foi detectada trombocitopenia.

FATOR VIII Precauções.

Fator VIII suíno: em algumas ocasiões foi observada anafilaxia após a sua administração, portanto se deve dispor de adrenalina e corticóides para o tratamento imediato. Ocasionalmente podem ser administrados corticóides em forma preventiva. Fator VIII humano: o fator VIII:C é purificado do sangue humano e ainda que os métodos de purificação garantam uma excelente capacidade de remoção de vírus, o risco de uma infecção não pode ser totalmente excluído, particularmente no caso das hepatites de tipo não A não B. Não é efetivo no tratamento da doença de von Willebrand. Como os concentrados de fator VIII:C humano podem conter anticorpos de grupo sangüíneo, após o uso continuado, deve-se verificar o hematócrito frente ao risco de anemia progressiva.Os pacientes tratados com concentrados de fator VIII:C podem desenvolver hipersensibilidade às proteínas do rato, dado que os anticorpos monoclonais dessa origem são utilizados na purificação do fator VIII:C. Para ambos os fatores: para não existirem provas conclusivas recomenda-se não usar em gestantes a menos que o benefício para a mãe supere o risco potencial para o feto.

FATOR VIII Contraindicações.

Fator VIII suíno: não administrar em pacientes com antecedentes de reações alérgicas agudas a esse fator. Fator VIII humano: hipersensibilidade às proteínas do rato.



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