CLOTIAPINA





AVISO SOBRE O ÍNDICE:Esta página fornece informações para esclarecer algumas questões básicas sobre esse ingrediente ativo, medicina, patologia, substâncias ou produtos. Não é exaustivae, portanto, não expõe todas as informações disponíveis não substitui a informação que pode fornecer seu médico.Como a maioria dos medicamentos têm riscos e benefícios. Quaisquer questões adicionais sobre este ou outros medicamentos deve conversando com o seu médico que serve. – Para consultar a literatura clic aquí

CLOTIAPINA Ações terapêuticas.

Antipsicótico. Antiemético.

CLOTIAPINA Propriedades.

Pertence à família dos fenotiazínicos, compartilhando suas características gerais. Como antipsicótico, atua no encéfalo bloqueando os receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos. Os fenotiazínicos também produzem bloqueio alfa-adrenérgico e diminuem a liberação de hormônios hipotalâmicos e hipofisários. Não obstante, o bloqueio dos receptores dopaminérgicos causa aumento da liberação de prolactina na hipófise. Como antiemético, inibe a zona do gatilho quimiorreceptor bulbar e sua ação ansiolítica é produzida por redução direta dos estímulos sobre o sistema reticular do tronco cerebral.Além disto, os efeitos do bloqueio alfa-adrenérgico podem produzir sedação. Seu metabolismo é hepático e é eliminado pelas vias renal e biliar.

CLOTIAPINA Indicações.

Psicopatias agudas ou crônicas. Esquizofrenia. Fase de mania da enfermidade maníaco-depressiva. Tratamento de controle de náuseas e vômitos severos em pacientes selecionados. Terapêutica alternativa aos fármacos de primeira linha no tratamento de curto prazo (não mais que 12 semanas) da ansiedade não-psicótica. Alterações severas do comportamento em crianças (hiperexcitabilidade). Tratamento coadjuvante do tétano e na porfiria aguda intermitente.

CLOTIAPINA Posologia.

Via oral: 10mg/dia a 200mg/dia em doses divididas (psicose em geral, condições neuróticas); doses de até 360mg/dia foram administradas em psicoses resistentes ou severas. Pode ser administrada por infusão intravenosa lenta ou por via intramuscular profunda.

CLOTIAPINA Reações adversas.

Aparição mais freqüente: visão turva ou qualquer alteração da visão, movimentos de torsão do corpo por efeitos parkinsonianos extrapiramidais distônicos. Hipotensão, constipação, enjôos, sonolência, secura de boca, congestão nasal. Raramente foram observados discinesia tardia, dificuldade de micção (por efeito antimuscarínico), rash cutâneo, transtornos do ciclo menstrual, hipersensibilidade à luz solar, galactorréia, náuseas e vômitos.

CLOTIAPINA Precauções.

Os antipsicóticos elevam as concentrações séricas de prolactina, que persistem durante a administração crônica. Nos recém-nascidos cujas mães receberam fenotiazínicos ao final da gravidez, descreveram-se icterícia prolongada, hiporreflexia ou hiper-reflexia e efeitos extrapiramidais. Durante a lactação observa-se sonolência do lactente. Os pacientes geriátricos necessitam uma dose inicial mais baixa pois tendem a desenvolver concentrações plasmáticas mais elevadas, são mais propensos a hipotensão ortostática e mostram uma sensibilidade aumentada aos efeitos antimuscarínicos e sedativos dos fenotiazínicos. Também são mais propensos a desenvolver efeitos secundários extrapiramidais, tais como discinesia tardia e parkinsonismo.Sugere-se administrar aos pacientes idosos a metade da dose do adulto. Em virtude de seu efeito antimuscarínico, a clotiapina pode diminuir e inibir o fluxo salivar e contribuir para o desenvolvimento de cáries, enfermidade periodontal e candidíase oral. Os efeitos leucopênico e trombocitopênico dos fenotiazínicos podem fazer aumentar a incidência de infecções microbianas, retardo da cicatrização e hemorragias gengivais.

CLOTIAPINA Interações.

Os anti-histamínicos e os antimuscarínicos aumentam os efeitos antimuscarínicos dos fenotiazínicos, principalmente confusão, alucinações e pesadelos. As anfetaminas podem produzir redução dos efeitos antipsicóticos dos fenotiazínicos e estes, por sua vez, diminuir o efeito estimulante das anfetaminas. Os fenotiazínicos podem baixar o limiar para as crises convulsivas, tornando-se necessário reajustar as doses dos anticonvulsivantes.Podem inibir o metabolismo da fenitoína e aumentar a toxicidade dese fármaco. O uso simultâneo com fármacos antitiróide pode aumentar o risco de agranulocitose. Juntamente com a bromocriptina, pode haver aumento das concentrações séricas de prolactina. Podem ser inibidos os efeitos antiparkinsonianos da levodopa em função do bloqueio dos receptores dopaminérgicos. O uso simultâneo com bloqueadores beta-adrenérgicos causa aumento das concentrações plasmáticas dos dois fármacos.

CLOTIAPINA Contraindicações.

Depressão severa do SNC, estados comatosos, doença cardiovascular grave. A relação risco/benefício deverá ser avaliada nas seguintes situações: alcoolismo, angina pectoris, discrasias sangüíneas, glaucoma, disfunção hepática, mal de Parkinson, úlcera péptica, retenção urinária, síndrome de Rey, transtornos convulsivos, vômitos (já que a ação antiemética pode mascarar os vômitos como sinal de superdose de outras medicações).



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