SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA

AVISO SOBRE O ÍNDICE:Esta página fornece informações para esclarecer algumas questões básicas sobre esse ingrediente ativo, medicina, patologia, substâncias ou produtos. Não é exaustivae, portanto, não expõe todas as informações disponíveis não substitui a informação que pode fornecer seu médico.Como a maioria dos medicamentos têm riscos e benefícios. Quaisquer questões adicionais sobre este ou outros medicamentos deve conversando com o seu médico que serve. – Para consultar a literatura clic aquí-

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Ações terapêuticas.

Bacteriostático, analgésico urinário.

 

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Propriedades.

A fenazopiridina é um corante azólico com atividade analgésica no trato urinário inferior, cujo uso a curto prazo proporciona alívio da dor, do ardor e da urgência e/ou freqüência urinárias provocadas pela irritação dessa mucosa. O sulfametizol é um agente antiinfeccioso bacteriostático de amplo espectro, derivado do ácido paraminobenzóico (PABA), atua inibindo competitivamente a enzima bacteriana diidropteroato sintetase, que é responsável pela incorporação do PABA no ácido diidrofólico, precursor imediato do ácido fólico, nutriente essencial para o crescimento bacteriano. O sulfametizol apresenta elevada união a proteínas plasmáticas (cerca de 90%).Parte do fármaco é metabolizado no fígado, porém cerca de 95% do sulfametizol é eliminado na urina. Sua biotransformação é hepática e sua eliminação ocorre por via renal tanto como fármaco intacto como na forma de metabólitos.

 

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Indicações.

Infecções do trato urinário causadas por cepas suscetíveis de Escherichia coli, Klebsiella sp, Enterobacter sp, Proteus mirabilis, Proteus vulgaris e Staphylococcus aureus, quando o alívio dos sintomas de dor, queimação ou urgência seja necessário já durante os primeiros dias de terapia.

 

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Posologia.

Adultos: via oral, 1.000mg de sulfametizol + 200mg de fenazopiridina 3 ou 4 vezes ao dia durante os dois primeiros dias de tratamento, acompanhados de líquidos em abundância. O tratamento com esta associação de fármacos não deverá ultrapassar os dois primeiros dias, quando então o tratamento deverá ser continuado apenas com o sulfametizol.

 

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Superdosagem.

O principal sintoma observado é a produção de metemoglobinemia. Neste caso, deve-se administrar azul de metileno 1mg/kg a 2mg/kg de peso, por via intravenosa, ou 100mg a 200mg de ácido ascórbico, por via oral.

 

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Reações adversas.

As principais reações adeversas compreendem alterações hematológicas (agranulocitose, anemia aplástica, trombocitopenia, leucopenia, anemia hemolítica, púrpura, hipoprotrombinemia e metemoglobinemia), eritema multiforme (síndrome de Stevens-Johnson), erupções generalizadas da pele, necrólise epidérmica, urticária, doença do soro, prurido, dermatite esfoliativa, reações do tipo anafilático, edema periorbital, fotossensibilização, artralgias, miocardite alérgica, náuseas, vômitos, dores abdominais, hepatite, diarréia, anorexia, pancreatite, estomatites, cefaléia, neurite periférica, depressão, convulsões, ataxia, alucinações, tinitos, vertigens, insônia, febre, periarterite nodosa, calafrios, nefrose tóxica com oligúria e anúria.

 

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Precauções.

Deve-se evitar seu uso por mais de dois dias e para o tratamento de infecções causadas por estreptococos do grupo A ou suas seqüelas. Recomenda-se informar aos pacientes que o uso de fenazopiridina causa intensa coloração alaranjada ou avermelhada da urina (pseudohematúria). Estudos em animais sobre os possíveis efeitos carcinogênicos destes fármacos administrados separadamente demonstraram que o sulfametizol causa malignidade tireóidea em ratos após terapias de longa duração. Por outro lado, a fenazopiridina foi capaz de induzir neoplasias no intestino grosso de ratos e no fígado de camundongos. Não se recomenda o uso desta associação em mulheres grávidas, já que há relação entre sulfonamidas e aumento da incidência de fendas palatinas e outras anomalias ósseas na descendência de ratos e camundongos submetidos a terapias de curta, média e longa duração.É aconselhável evitar a administração em mulheres durante o período de amamentação dado que o sulfametizol é eliminado no leite e pode causar kernicterus no recém-nascido. Recomenda-se administrar com precaução em pacientes idosos, pois nesta faixa etária há maior risco de desenvolvimento de efeitos adversos severos (reações severas da pele, depressão generalizada da medula óssea e diminuição da contagem de plaquetas). A leucopenia e a plaquetopenia generalizada da medula óssea e dimunuição da contagem de plaquetas). A leucopenia e a plaquetopenia generalizadas pelo sulfametizol acarretam interferência com processo de cura e aumentam o sangramento e a incidência de infecções microbianas da gengiva. Assim, deve-se alertar aos pacientes para uma maior atenção com a higiene bucal e evitar procedimentos odontológicos durante o tratamento com estes fármacos.

 

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Interações.

A associação sulfametizol + fenazopiridina não deve ser administrada conjuntamente com anticoagulantes, cumarina ou derivados da indadiona, anticonvulsivantes, fármacos hipoglicemiantes orais, metenamina, metotrexato, fenilbutazona, sulfinpirazona, penicilina. A administração simultânea com fármacos depressores da medula óssea pode exacerbar os efeitos leucopênicos e trombocitopênicos destes últimos. O uso conjunto com anovulatórios orais contendo estrógenos pode aumentar a incidência da interrupção do ciclo menstrual, sangramentos e risco de gravidez. A associação de sulfametizol com fenazopiridina pode aumentar o metabolismo da ciclosporina, diminuindo suas concentrações plasmáticas e sua atividade farmacológica.O sulfametizol diminui a depuração da difenil-hidantoína, causando aumento de sua concentração plasmática e da incidência do aparecimento de efeitos tóxicos.

 

SULFAMETIZOL + FENAZOPIRIDINA Contraindicações.

O sulfametizol é contra-indicado em pacientes hipersensíveis às sulfamidas em geral, em lactentes com idade inferior a 2 meses, durante o último trimestre da gravidez e no período de amamentação. A fenazopiridina é contra-indicada para pacientes com insuficiência renal ou hepática, glomerulonefrite e pielonefrite, durante a gravidez com distúrbios gastrintestinais. É necessário ponderar o balanço risco/benefício para pacientes que apresentam discrasias sanguíneas, anemia megalobástica devido a deficiência de folato, deficiência em glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD) e comprometimento das funções hepática e renal.

POTÁSSIO, IODETO

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POTÁSSIO, IODETO Ações terapêuticas.

Anti-hipertireóideo, protetor da radiação.

 

POTÁSSIO, IODETO Propriedades.

O iodeto de potássio pertence ao grupo químico dos iodetos inorgânicos. Em pacientes hipertireoideanos o iodeto de potássio causa rápida remissão dos sintomas por inibição da liberação do hormônio tireóideo para a circulação. Atua sobre a glândula tireóide; reduz a vascularização, enrijece o tecido glandular, diminui o tamanho das células individuais e o reacúmulo de colóide nos folículos, e aumenta a fração de iodo ligado. Estas ações favorecem a tireoidectomia quando o fármaco é administrado previamente à cirurgia.

 

POTÁSSIO, IODETO Indicações.

Tratamento do hipertireoidismo. Protege a glândula tireóide das radiações (tanto de modo prévio como após) a administração de radioisótopos do iodo.

 

POTÁSSIO, IODETO Posologia.

Adultos: via oral; de 100mg a 150mg, 24 antes da administração ou da exposição a radiosótopos de iodo e uma vez por dia, durante 3 a 10 dias, depois disso. A dose máxima não deve ultrapassar 12g ao dia. Doses pediátricas: lactentes de até 1 ano: 65mg/dia durante 10 dias, depois da administração ou da exposição a radioisótopos de iodo; crianças com idade superior a 1 ano: 130mg uma vez ao dia durante 10 dias após a administração ou exposição a radioisótopos de iodo.

 

POTÁSSIO, IODETO Reações adversas.

Rash cutâneo (por hipersensibilidade), dilatação ou sensibilidade dolorosa anormal das glândulas salivares. São de incidência rara: melena, arritmias cardíacas, febre ou cansaço não-habitual. Com o uso prolongado podem ocorrer cefaléias, sialorréia, sabor metálico, gengivites, diarréia, náuseas ou vômitos.

 

POTÁSSIO, IODETO Precauções.

Recomenda-se ingerir após as refeições, ou com alimentos, ou com leite, de modo a minimizar a irritação gastrintestinal. Ter precaução em pacientes submetidos a uma dieta restrita em potássio. A administração durante a gravidez pode acarretar anormalidades da função tireoideana ou bócio no neonato. O uso durante o período de amamentação pode produzir rash cutâneo e supressão da tireóide no lactente.

 

 

POTÁSSIO, IODETO Interações.

O uso de fármacos antitireóide juntamente com o iodeto de potássio pode potencializar os efeitos hipotireoideanos e bociogênicos dos antitireoideanos ou do iodeto. A terapêutica concomitante de diuréticos poupadores de potássio pode aumentar os efeitos de potássio. O uso com enalapril pode produzir hiperpotassemia.

 

POTÁSSIO, IODETO Contraindicações.

Deverá ser realizada uma avaliação da relação risco/benefício em presença de hiperpotassemia, hipertireoidismo, miotonia congênita e disfunção renal.

MEBENDAZOL

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MEBENDAZOL Ações terapêuticas.

Anti-helmíntico.

 

MEBENDAZOL Propriedades.

Trata-se de um anti-helmíntico de amplo espectro (cestóides, nematódios, trematódeos) que pertence aos derivados benzimidazólicos, como o albendazol e o tiabendazol. Pelo seu mecanismo de ação antiparasitário inibe, de forma seletiva irreversível, a absorção de glicose, o que provoca a depleção dos depósitos de glicogênio nos microtúbulos das células tegumentárias e intestinais do parasita. Tudo isso gera imobilidade, paralisia motora e morte dos diferentes nematódios. Seu espectro envolve Ascaris lumbricoides, Enterobius vermicularis, Trichiuris trichiura, Ancylostoma duodenale e Necator americanus. É considerado terapia alternativa a doses altas em infecções por Toxocara, Trichinella spiralis volvulus e Equinococcus granulosus. Sua absorção é muito escassa no trato gastrintestinal, e, portanto, sua biodisponiblidade é baixa, além de sofrer uma intensa eliminação (80%) de primeiro passo hepático. O mebendazol aumenta sua absorção quando é administrado de forma concomitante com as refeições.Sua ligação com as proteínas plasmáticas é muito elevada (95%), sua meia-vida é de 1? a 5? horas que pode ser prolongada em pacientes com insuficiência hepatocelular. Sua eliminação é realizada parcialmente pelo fígado e finalmente pela urina, tanto como droga ativa como metabolizada.

 

MEBENDAZOL Indicações.

Infecção provocada por diferentes parasitas como Ascaris lumbricoides, Enterobius vermicularis (oxiúrios), Ancylostoma duodenale, Necator americanus, Trichiuris trichiura, hidatidose.

 

MEBENDAZOL Posologia.

Em ascaridíase e trichuríase, doses de 100mg (pela manhã) e 100mg (à tarde) durante 3 dias seguidos, tanto para adultos como crianças. Em oxiuríase, 100 a 200mg em 1 só dose; se não for alcançada a cura com esta dose inicial, deve-se repetir uma segunda série 15 dias após. Em triquinose, 200 a 400mg 3 vezes ao dia, durante 3 dias, e posteriormente 400 a 500mg 3 vezes ao dia, durante 10 dias. Em hidatidose requerem-se concentrações tissulares elevadas, por isso são reservadas para casos graves doses de 40 a 50mg/kg/dia, distribuídos a cada 6 horas durante 3 a 9 meses, com o objetivo de reduzir o tamanho do quisto antes da cirurgia.

 

MEBENDAZOL Reações adversas.

São escassas e de pouca intensidade, como epigastralgia, náuseas, erupção cutânea, prurido, febre, diarréia e vômitos. Em pacientes que recebem doses elevadas, pode provocar leucopenia com neutropenia reversível.

 

MEBENDAZOL Precauções.

Em pacientes diabéticos que recebem insulina ou hipoglicemiantes orais, pode potencializar o efeito hipoglicêmico, pois o mebendazol facilita a liberação de insulina.

 

MEBENDAZOL Contraindicações.

Gravidez, epilepsia, hipersensibilidade aos derivados benzimidazólicos.

FLUSPIRILENO

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FLUSPIRILENO Ações terapêuticas.

Neuroléptico.

 

FLUSPIRILENO Propriedades.

É um antipsicótico pertencente à família das difenilbutilpiperidinas, de estrutura similar às butirofenonas (haloperidol). Utiliza-se em geral por via parenteral (via intramuscular). A injeção é uma solução microcristalina que libera o fármaco solúvel muito lentamente; os níveis sangüíneos de fluspirileno fazem-se detectáveis 4 horas após a aplicação. Metaboliza-se com rapidez e seu principal metabólito (por N-desalquilação) é o ácido 4,4-bis(4-fluorofenil) butírico, que é excretado pela urina.

 

FLUSPIRILENO Indicações.

Ansiedade, insônia, abulia e transtornos psicossomáticos. Regime de manutenção de psicóticos.

 

FLUSPIRILENO Posologia.

Via intramuscular exclusiva. Tratamento de sintomas neuróticos e psicossomáticos: 1,5mg/semana, durante 2 meses e meio. No final desse período deve-se avaliar a necessidade de repetir o esquema. Manutenção de psicóticos: a dose semanal oscila entre 1 e 4mg para pacientes ambulatoriais e de 2 a 8mg para internados. Dose máxima: 20mg/semana. Seu acúmulo e seus efeitos de superdose podem ser manejados eliminando uma aplicação a cada 4 ou 5 doses semanais.

 

FLUSPIRILENO Superdosagem.

Síndrome parkinsoniana severa, coma. Tratamento: suporte sintomático.

 

FLUSPIRILENO Reações adversas.

Pode produzir sintomas extrapiramidais leves ou moderados dentro das primeiras 48 horas de cada administração. O resto dos efeitos adversos é similar aos das fenotiazinas: visão turva, movimentos de torção do corpo por efeitos parkinsonianos, extrapiramidais distônicos, hipotensão, constipação, tonturas, sonolência, secura de boca, congestão nasal; raramente discinesia tardia, micção difícil (por efeito antimuscarínico), erupção cutânea, transtornos do ciclo menstrual, hipersensibilidade à luz solar, galactorréia, náuseas, vômitos. Informou-se o aparecimento de indurações e necroses no local da injeção, talvez devido à precipitação de cristais do fármaco.

 

FLUSPIRILENO Precauções.

As medicações antipsicóticas elevam as concentrações de prolactina, que persistem durante a administração crônica. Em recém-nascidos cujas mães receberam fenotiazinas no final da gravidez foram descritos icterícia prolongada, hiporeflexia ou hiper-reflexia e efeitos extrapiramidais. Durante a lactância observa-se sonolência no lactente. Os pacientes geriátricos necessitam de uma dose inicial mais baixa, pois tendem a desenvolver concentrações plasmáticas mais elevadas, são mais propensos à hipotensão ortostática e mostram uma sensibilidade aumentada aos efeitos antimuscarínicos e sedativos das fenotiazinas. Também são mais propensos a desenvolver efeitos secundários extrapiramidais, como discinesia tardia e parkinsonismo. Em pacientes idosos sugere-se administrar a metade da dose habitual do adulto.Por seu efeito antimuscarínico pode diminuir e inibir o fluxo salivar e contribuir ao desenvolvimento de cáries, doença periodontal e candidíase oral. Os efeitos leucopênicos e trombocitopênicos das fenotiazinas podem aumentar a incidência de infecção microbiana, retardamento na cicatrização e hemorragia gengival.

 

FLUSPIRILENO Contraindicações.

Hipersensibilidade ao fluspirileno. Doença de Parkinson, depressão endógena, gravidez.

DIGITOXINA

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DIGITOXINA Ações terapêuticas.

Cardiotônico, antiarrítmico.

 

DIGITOXINA Propriedades.

É um glicosídeo digitálico obtido naturalmente da Digitalis purpurea e da Digitalis lanata. As principais ações terapêuticas dos glicosídeos digitálicos são: 1) aumento da força e velocidade da contração miocárdica (efeito inotrópico positivo); pela inibição da passagem dos íons de sódio e potássio através das membranas celulares miocárdicas devido à formação de complexos com a adenosina trifosfatase; como resultado, a entrada de cálcio é intensificada e ocorre um aumento da liberação de íons de cálcio livre nas células do miocárdio, que potencializam a atividade de suas fibras contrácteis; 2) decréscimo da velocidade da condução e aumento do período refratário do nódulo auriculoventricular por efeito indireto produzido pelo aumento do tônus parassimpático e diminuição do tônus simpático. Sua união às proteínas é muito alta (90%). Metaboliza-se no fígado; sua meia-vida é de 120 a 126 horas; o início da ação evidencia-se em 1 a 4 horas e seus metabólitos são excretados por via renal.

 

DIGITOXINA Indicações.

Insuficiência cardíaca crônica, insuficiência cardíaca em pacientes senis com ou sem sinais de insuficiência renal ou associada com taquicardia disrítmica. Fibrilação artrial.

 

 

DIGITOXINA Posologia.

Digitalização rápida: 0,6mg inicial, 0,4mg depois de 4 a 6 horas e 0,2mg depois de mais 4 a 6 horas, seguidos de uma dose diária de manutenção conforme a necessidade e tolerância do paciente. Digitalização lenta: 0,2mg 2 vezes ao dia durante 4 dias, depois de 1 dose de manutenção conforme a necessidade e tolerância. Dose máxima: até um total de 1,6mg durante 1 ou 2 dias.

 

DIGITOXINA Reações adversas.

São muito raras. Podem aparecer ginecomastia, reações cutâneas do tipo alérgico ou eosinofilia. A maior parte das reações adversas atribuíveis aos digitálicos são por superdosagem. Estes sintomas incluem: anorexia, náuseas, vômitos, diarréia, cefaléia, apatia, depressão e alterações visuais. Manifestações cardíacas como bradicardia e arritmias (contrações ventriculares prematuras). Essas arritmias de origem nodal ou auricular podem ser o primeiro sintoma de superdosagem em crianças.

 

DIGITOXINA Precauções.

Deve ser utilizado com a máxima precaução em casos de bloqueio completo de condução, síndrome de Adam-Stokes, síndrome de Wolff-Parkinson-White ou glomerulonefrite. Antes de prescrever um digitálico é necessário assegurar de que o paciente não tenha tomado um fármaco desse tipo nas 2 semanas anteriores. Se o tiver, iniciar o tratamento com doses menores. Deve-se observar que os sintomas de superdosagem são semelhantes a certos parâmetros clínicos nos quais os digitálicos são indicados. A ação da droga está condicionada aos níveis de potássio; a hipocalcemia potencializa a ação e, portanto, as manifestações de toxicidade dos digitálicos. Em caso de enfarte do miocárdio recente, insuficiência respiratória avançada ou hipercalcemia pode haver sensibilidade aumentada aos digitálicos. Os pacientes hipotireóideos são mais sensíveis que o normal a esta droga, devendo-se portanto, para a dose inicial, ter em mente o estado da função tireóidea. A insuficiência renal pode provocar acumulação do fármaco.

 

DIGITOXINA Interações.

Não deve ser empregado junto com preparados de cálcio por via IV. O pancurônio, a succinilcolina, a efedrina, epinefrina e outros agentes adrenérgicos como os alcalóides de rauwolfia potencializam a ação dos digitálicos. A administração conjunta deve ser realizada com precaução para evitar o risco de arritmias. A ação é aditiva com procainamida ou betabloqueadores. Deverá ser evitada a administração oral simultânea de digitálicos com resinas de intercâmbio iônico ou com antidiarréicos do tipo dos absorventes intestinais. Na administração junto com quinidina pode ocorrer um aumento dos níveis plasmáticos de digitoxina, sendo aconselhável, portanto, reduzir (no caso de tratamento combinado) em 50% a dose de manutenção de digoxina e, se possível, controlar os níveis plasmáticos. Os diuréticos tiazídicos, os corticosteróides e a anfotericina-B podem contribuir para a toxicidade digitálica.O uso concomitante de espironolactona não influencia somente a concentração sérica da digitoxina como também pode interferir no método analítico de valorização, devendo-se, neste caso, interpretar com cautela o resultado da determinação da digitoxina. Pode interferir no efeito anticoagulante da heparina, portanto é necessário o ajuste da dose quando administrado de forma simultânea.

 

DIGITOXINA Contraindicações.

Taquicardia ou fibrilação ventricular. Hipersensibilidade à droga, que não exclui o ensaio com outros glicosídeos digitálicos, sempre que a sensibilidade possa não ser cruzada. Bloqueio A-V completo e de segundo grau, parasinusal, bradicardia sinusal excessiva.

DIFLUNISAL

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DIFLUNISAL Ações terapêuticas.

Antiinflamatório, analgésico.

DIFLUNISAL Propriedades.

É um fármaco com ações antiinflamatória, analgésica e antipirética. Age em nível periférico e não possui ações narcóticas. Sua estrutura é não-esteróide e corresponde a um difluorofenil derivado do ácido salicílico. Seu mecanismo de ação é a inibição da síntese de prostaglandinas, podendo interferir nas ações dessas substâncias nos tecidos periféricos. O diflunisal é rapidamente absorvido após administração oral, o pico plasmático observa-se após 2-3 horas, circula no plasma ligado a proteínas em 99%. A farmacocinética depende da concentração, razão pela qual uma duplicação da dose provoca o dobro de incremento nas concentrações plasmáticas.Noventa porcento da dose administrada são excretados na urina como glucurônidos. O diflunisal possui ação analgésica prolongada que começa uma hora após a administração e atinge seu efeito analgésico máximo em 2-3 horas. Para acelerar o início da ação é recomendável a administração de uma dose de carga. O diflunisal provoca menos efeitos adversos que o ácido acetilsalicílico no tratamento crônico da osteoartrite e da artrite reumatóide; nesses casos observa-se que não existe um incremento da perda de sangue fecal. Possui efeito uricosúrico. Também possui um leve efeito sobre a função plaquetária, cuja inibição reversível ocorre com doses de 1.000mg duas vezes ao dia, os quais superam a dose recomendada.

DIFLUNISAL Indicações.

Artrose. Reumatismo extra-articular. Artrite reumatóide. Isoladamente ou como coadjuvante no tratamento da dismenorréia e da gota.

DIFLUNISAL Posologia.

Dor suave e moderada: dose de carga de 1.000mg, seguida de 500mg cada 8-12 horas. Osteoartrite e artrite reumatóide: 500 a 1.000mg/dia em duas tomadas. Doses de manutenção superiores a 1.500mg/dia não são recomendadas.

DIFLUNISAL Superdosagem.

A superdose de diflunisal pode conduzir à morte. Sintomas de superdose: tonturas, vômitos, náuseas, adormecimento, diarréia, sudorese, tinitus, desorientação, estupor e coma.

 

DIFLUNISAL Reações adversas.

Náuseas, vômitos, dispepsia, dor gastrintestinal, diarréia, constipação e flatulência. Sonolência, insônia, tonturas, tinitus, erupções, dor de cabeça, fadiga, cansaço. Em menos de 1% dos pacientes observam-se urticária, prurido, eritema multiforme, sangramento gastrintestinal, úlcera péptica, anorexia, icterícia, hepatite, colestase, trombocitopenia, agranulocitose, anemia hemolítica, disúria, falha renal, hematúria, proteinúria, alucinações, confusão, vertigem, parestesias, reações anafiláticas agudas, astenia, edema.

DIFLUNISAL Precauções.

Os antiinflamatórios não-esteroidais podem mascarar os sinais e sintomas de infecção. Podem produzir edema periférico, razão pela qual devem ser utilizados com precaução em pacientes com função cardíaca comprometida ou hipertensão. O diflunisal foi associado com o aparecimento de uma síndrome de hipersensibilidade severa, que inclui febre, calafrios, icterícia, mudanças na função hepática, trombocitopenia, leucopenia, eosinofilia, coagulação intravascular disseminada, falha renal; se houver sinais de hipersensibilidade, o tratamento com diflunisal deve ser suspenso imediatamente. Pode provocar úlcera gastroduodenal e hemorragias digestivas.Seu uso durante o terceiro trimestre da gravidez não é recomendado. O aleitamento deve ser suspenso. A segurança e a eficácia do fármaco em crianças menores de 12 anos não foram estabelecidas.

DIFLUNISAL Interações.

Anticoagulantes orais: aumento do tempo de protrombina. O diflunisal diminui a ação diurética da hidroclorotiazida e a hiperuricêmica da furosemida. Os antiácidos podem reduzir a absorção do diflunisal e o diflunisal provoca uma duplicação da concentração plasmática de paracetamol, com o conseguinte aumento da sua toxicidade hepática. A excreção renal do metotrexato fica reduzida devido ao diflunisal, com o conseguinte aumento de concentração e efeitos tóxicos do metotrexato. A toxicidade renal da ciclosporina pode ser incrementada no paciente que recebe diflunisal. Indometacina: diminui a eliminação em presença do diflunisal; foram registrados casos de hemorragia gástrica fatal durante administração combinada.

DIFLUNISAL Contraindicações.

Hipersensibilidade ao diflunisal. Pacientes nos quais os AINE tenham provocado ataque agudo de asma, urticária ou rinite. Úlcera gastroduodenal ativa. Insuficiência hepática.

DIFLUCORTOLONA

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DIFLUCORTOLONA Ações terapêuticas.

Antiinflamatório tópico.

DIFLUCORTOLONA Propriedades.

A diflucortolona é um corticóide fluorado de aplicação tópica, utilizado em qualquer tipo de dermatose responsiva à corticoterapia. Nas dermatoses úmidas, a diflucortolona permite a eliminação das secreções, favorecendo uma drenagem rápida e mostrando efeito secativo sobre a pele.

DIFLUCORTOLONA Indicações.

Dermatites de contato; eczema profissional; eczema vulgar, numular, degenerativo e seborréico, eczema disidrótico, eczema relacionado com transtornos varicosos; eczema anal; eczemas em crianças; neurodermite, dermatite atópica; psoríase; líquen rubro plano e verrucoso; lúpus eritematoso discóide; queimaduras de primeiro grau, eritema solar, picadas de insetos.

DIFLUCORTOLONA Posologia.

Adultos: via tópica, aplicar diflucortolona em uma camada fina, 2 a 3 vezes ao dia na região afetada.

 

DIFLUCORTOLONA Reações adversas.

Atrofia cutânea, telangiectasias, estrias, quadros acneiformes, dermatite perioral, hipertricose, reações alérgicas cutâneas.

DIFLUCORTOLONA Precauções.

Recomenda-se associar a diflucortolona com a terapêutica específica, quando tratar-se de dermatoses complicadas com infecções bacterianas ou micóticas. Não utilizar no rosto, em presença de rosácea ou dermatite perioral, durante o primeiro trimestre da gravidez, a amamentação e em crianças, pois nestes casos não foi ainda estabelecida uma dose eficaz e segura.

DIFLUCORTOLONA Interações.

Não há nenhuma interação conhecida até o momento.

DIFLUCORTOLONA Contraindicações.

Pacientes tuberculosos ou luéticos, afecções virais (varicela zóster), primeiro trimestre da gravidez e hipersensibilidade ao fármaco.

DIFLORASONA

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DIFLORASONA Ações terapêuticas.

Corticosteróide.

DIFLORASONA Propriedades.

É um novo corticosteróide tópico com potentes ações antiinflamatória, antiexsudativa, antipruriginosa e antialérgica. A diflorasona difunde-se através das membranas celulares e se liga a receptores citoplasmáticos específicos para formar um complexo que se translada ao núcleo da célula, ligando-se ao DNA (cromatina) e estimulando a expressão de certos genes e a posterior síntese de várias enzimas, que serão responsáveis em última instância pelos efeitos dos corticosteróides; as principais são as lipocortinas, proteínas inibidoras da fosfolipase A 2 (interrompe a transformação de ácido araquidônico de membrana em leucotrienos e prostaglandinas). Seu efeito sobre os linfócitos é inibitório, contribuindo para a diminuição e prevenção das respostas do tecido aos processos inflamatórios, com redução dos sintomas da inflamação.Inibe o acúmulo de células inflamatórias, inclusive macrófagos e leucócitos, nas regiões de inflamação. Também inibe a fagocitose, a liberação de enzimas lisossômicas e a síntese e liberação de diversos mediadores químicos da inflamação. Os mecanismos de ação imunossupressora não são completamente conhecidos, mas podem incluir a supressão ou prevenção das reações imunes mediadas por células (hipersensibilidade retardada) assim como ações mais específicas que afetem a resposta imune. O grau de absorção depende do veículo utilizado para sua formação: o uso de curativos oclusivos aumenta a absorção e pode provocar o aparecimento de efeitos sistêmicos; seu uso é recomendado para o tratamento de dermatoses resistentes. A maior parte do fármaco é metabolizada principalmente no fígado a metabólitos inativos, seguida de excreção renal e em menor grau pelas fezes.

DIFLORASONA Indicações.

Dermatites, dermatoses, eczema, psoríase.


 

 

DIFLORASONA Superdosagem.

Efeitos sistêmicos: supressão reversível do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

DIFLORASONA Modo de usar.

Tópico. Aplicar uma fina camada na região afetada, uma a quatro vezes ao dia.

DIFLORASONA Reações adversas.

A freqüência das reações adversas aumenta com a duração do tratamento, com o uso de curativos oclusivos, com a freqüência de administração e, em menor grau, com a dose. Os efeitos adversos de maior importância clínica são úlcera péptica, pancreatite, arritmias, alterações do ciclo menstrual, debilidade muscular, náuseas ou vômitos, estrias avermelhadas, emagrecimento da pele com hematomas não-habituais, feridas que não cicatrizam. São de incidência menos freqüente visão turva ou diminuída, retardamento do crescimento em crianças e adolescentes, aumento da sede, prurido, adormecimento, alucinações, depressões ou outras mudanças do estado anímico, hipotensão, urticária, sensação de falta de ar, sufoco em rosto ou faces, dor, formação de erupções com pus, hemorragia retal; com o uso prolongado podem ser observados acne ou pele oleosa, rosto inchado ou arredondado, sardas de tipo verrugoso de cor vermelho-escuro, estrias avermelhadas ou púrpuras nos braços, pernas, tronco ou virilha, aumento não-habitual do crescimento de pêlo, principalmente no rosto e perda não-habitual de cabelo.A absorção sistêmica dos corticóides tópicos pode causar em alguns pacientes supressão reversível do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, manifestações da síndrome de Cushing, hiperglicemia e glicosúria.

DIFLORASONA Precauções.

Aconselha-se levar em consideração a relação risco-benefício na gravidez, pois estudos em animais indicam que quando a diflorasona é utilizada de forma prolongada ela é absorvida sistemicamente e pode produzir malformações congênitas no feto. A administração simultânea de vacinas de vírus vivos não é recomendada, pois pode ser potencializada a replicação dos vírus da vacina. Durante o tratamento aumenta o risco de infecção e, em pacientes pediátricos ou geriátricos, o risco de efeitos adversos. Recomenda-se administrar a dose mínima eficaz durante o tratamento mais curto possível. É muito provável que os pacientes de idade avançada em tratamento com corticóides desenvolvam hipertensão e sejam mais propensos a apresentar osteoporose induzida por corticóides.A aplicação prolongada, em amplas áreas, e os curativos oclusivos favorecem o incremento da absorção sistêmica da diflorasona. O uso em crianças, na mulher grávida e na mulher que está amamentando deve ser restringido a um curto período e a pequenas áreas da pele. A administração de diflorasona deve ser avaliada na relação risco-benefício em presença de AIDS, cardiopatia, insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão, diabetes mellitus, glaucoma de ângulo aberto, disfunção hepática, miastenia grave, hipertireoidismo, osteoporose, lúpus eritematoso, tuberculose ativa e disfunção renal severa.

DIFLORASONA Interações.

A administração simultânea com paracetamol incrementa a formação de um metabólito hepatotóxico do paracetamol e o risco de hepatotoxicidade. O uso conjunto de antiinflamatórios não-esteroidais (AINE) e diflorasona pode aumentar o risco de úlcera ou hemorragia gastrintestinal. A anfotericina B administrada junto com corticóides pode levar a hipocalemia severa. O risco de edema pode aumentar com o uso simultâneo de androgênios ou esteróides anabólicos. Diminui os efeitos dos anticoagulantes derivados da cumarina, heparina, estreptoquinase ou uroquinase. Os antidepressivos tricíclicos não melhoram e podem exacerbar as alterações mentais induzidas pelos corticóides. Pode aumentar a glicemia, fazendo-se necessário adequar a dose de insulina ou de hipoglicemiantes orais.As mudanças no estado tireóideo do paciente ou na dose de hormônio tireóide (se estiver em tratamento com esse hormônio) podem fazer necessário um ajuste na dose de corticosteróides, pois no hipotireoidismo seu metabolismo está diminuído e no hipertireoidismo está aumentado. Os contraceptivos orais ou estrogênios incrementam a meia-vida dos corticosteróides e com isso seus efeitos tóxicos. Os glicosídeos digitálicos aumentam o risco de arritmias. O uso de outros imunossupressores com doses de corticosteróides pode aumentar o risco de infecção e a possibilidade de desenvolvimento de linfomas ou outros transtornos proliferativos. Pode acelerar o metabolismo da mexiletina com diminuição de sua concentração plasmática.

DIFLORASONA Contraindicações.

Hipersensibilidade à diflorasona. Infecção micótica sistêmica.

DIFENIL-HIDANTOÍNA

AVISO SOBRE O ÍNDICE:Esta página fornece informações para esclarecer algumas questões básicas sobre esse ingrediente ativo, medicina, patologia, substâncias ou produtos. Não é exaustivae, portanto, não expõe todas as informações disponíveis não substitui a informação que pode fornecer seu médico.Como a maioria dos medicamentos têm riscos e benefícios. Quaisquer questões adicionais sobre este ou outros medicamentos deve conversando com o seu médico que serve. – Para consultar a literatura clic aquí-

DIFENIL-HIDANTOÍNA Ações terapêuticas.

Anticonvulsivante. Antiepiléptico. Antiarrítmico.

DIFENIL-HIDANTOÍNA Propriedades.

A difenil-hidantoína (fenitoína) exerce um efeito estabilizador sobre as membranas excitáveis de diversas células, inclusive neurônios e miócitos cardíacos. Pode reduzir os fluxos de repouso de Na+ assim como as correntes deste que fluem durante os potenciais de ação ou da despolarização induzida quimicamente. A capacidade da fenitoína para reduzir a duração das pós-descargas e limitar a propagação da crise é mais pronunciada que seu efeito sobre o limiar de estimulação; ou seja, pode prevenir a disseminação do foco mais que abolir sua descarga convulsiva. As características farmacocinéticas da fenitoína são afetadas por sua limitada solubilidade em água e pela eliminação dependente da dose. A absorção após a administração oral é lenta, variável e, em certas ocasiões, incompleta. Foram detectadas diferenças significativas na biodisponibilidade dos diversos preparados farmacêuticos orais. As concentrações plasmáticas máximas, após uma dose, podem ocorrer entre 3 a 12 horas. A absorção lenta durante a medicação crônica reduz as flutuações entre as doses. A fenitoína une-se às proteínas, especialmente a albumina, em 90%.A concentração em LCR é similar à plasmática; 95% da fenitoína metaboliza-se no retículo endoplasmático liso hepático, e o metabólito mais abundante é inativo. Quando as concentrações plasmáticas são inferiores a 10mg/ml, a eliminação segue um rítmo exponencial (primeira ordem) e a meia-vida varia entre 6 e 24 horas. Se as concentrações forem mais elevadas, a eliminação é dependente da dose e a meia-vida plasmática aumenta (60 horas), talvez porque a reação de hidroxilação se aproxime da saturação. Em um percentual mínimo de indivíduos foi detectada uma limitação, determinada geneticamente, da capacidade de metabolização da fenitoína.

DIFENIL-HIDANTOÍNA Indicações.

Tratamento de base das convulsões tônico-clônicas (grande mal epiléptico), parciais, simples e complexos (lóbulo temporal). Estado de doença epiléptica resistente a diazepam. Prevenção e tratamento das convulsões que ocorrem durante ou após a neurocirurgia ou traumatismos cranianos graves. Tratamento de segunda linha após a carbamazepina, na neuralgia do trigêmeo. Arritmias cardíacas, especificamente causadas por digital.

DIFENIL-HIDANTOÍNA Posologia.

As doses devem ser individualizadas, já que pode haver uma grande variação dos níveis séricos com doses equivalentes. O tratamento deve ser iniciado com pequenas doses e aumentos graduais, até ser adquirido o controle das convulsões ou aparecer algum efeito tóxico. Em diversos casos é necessário determinar os níveis plasmáticos para uma posologia exata; os níveis séricos clinicamente efetivos, em geral, são de 10 a 20mg/ml, embora em alguns casos controlem-se níveis séricos menores. São necessários de 7 a 10 dias para atingir o estado médio ou de equilíbrio nas concentrações sangüíneas. Adultos: 3 a 4mg/kg/dia. Dose de manutenção: 200 a 500mg/dia em uma ou várias doses. Crianças – dose inicial: 5mg/kg/dia com um máximo de 300mg/dia. Dose de manutenção: 4 a 8mg/kg/dia. Neonatos: doses conforme os níveis séricos.


 

 

DIFENIL-HIDANTOÍNA Reações adversas.

Sistema nervoso central: a maioria das manifestações colaterais da terapêutica com fenitoína foram observadas neste sistema e estão relacionadas com as concentrações sangüíneas. Nistagmo (@ 20mg/ml), ataxia (30mg/ml) e confusão mental (49mg/ml). Enjôos, insônia, nervosismo transitório, tremor e cefaléias. Discinesias (coréia, distonia, tremor). Disfunção cerebral irreversível. Neuropatia periférica. Trato gastrintestinal: náuseas, vômitos, constipação. Pele e mucosas: exantemas morbiliformes ou escarlatiniformes, freqüentemente com febre. Mais raramente: dermatite ampolar, exfoliativa ou purpúrica; lúpus eritematoso, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica. Tecido conectivo: engrossamento labial, hiperplasia gengival (20% do total de pacientes tratados com hidantoínas), hirsutismo e mal de Peyronie. Hematológicos: trombocitopenia, leucopenia, granulocitopenia, agranulocitose, pancitopenia e aplasia medular.Desenvolvimento de linfadenopatia (local e geral), que inclui hiperplasia nodular benigna, linfoma, pseudolinfoma e doença de Hodgkin. Outros: lúpus eritematoso sistêmico, poliartrite, hepatite tóxica, poliarterite nodosa, poliartropatia e anormalidades das imunoglobulinas.

DIFENIL-HIDANTOÍNA Precauções.

Em pacientes epilépticos a suspensão brusca da fenitoína pode precipitar um estado de doença epiléptica; quando a droga tiver que ser reduzida, suspensa ou substituída por outro antiepiléptico, a diminuição deve ser feita de forma gradual. Em pacientes com insuficiência hepática a dose deve ser reduzida para evitar a acumulação e toxicidade. Em caso de uremia há uma redução da união às proteínas plasmáticas da fenitoína, e, portanto, deve-se reduzir a dose desta. Ter cuidado ao administrar fenitoína em mulheres em idade fértil, pelo risco de gravidez com possíveis malformações. Lactação: pequenas quantidades de fenitoína são excretadas no leite materno.

DIFENIL-HIDANTOÍNA Interações.

Drogas que aumentam os níveis séricos de hidantoína: cloranfenicol, sulfonamidas, dicumarol, dissulfiram, isoniazida, cimetidina e fenilbutazona. Drogas que diminuem os níveis séricos de hidantoína: carbamazepina e álcool em forma crônica. Drogas que podem aumentar ou diminuir os níveis séricos de hidantoína: fenobarbital, ácido valpróico, certos antiácidos. Drogas cujo efeito é diminuído pela hidantoína: corticosteróides, dicumarol, anticoncepcionais orais, quinidina e vitamina D. Drogas cujo efeito pode ser aumentado ou diminuído pela hidantoína: varfarina. A determinação sangüínea da fenitoína é particularmente útil quando há suspeita de interação medicamentosa. Com relação aos exames laboratoriais, a fenitoína pode causar um aumento dos níveis séricos de glicose, fosfatase alcalina, gamaglutamiltranspeptidase e diminuir os níveis séricos de cálcio e ácido fólico

DIFENIL-HIDANTOÍNA Contraindicações.

Gravidez: foi descrito um aumento da incidência de malformações congênitas com vários anticonvulsivos e, em particular, com a hidantoína. Entre elas se incluem: lábio leporino, fenda palatina, malformações cardíacas e síndrome fetal por hidantoína (microcefalia, déficit de crescimento pré-natal e deficiência mental). Hipersensibilidade à hidantoína.

DIFENIDRAMINA

AVISO SOBRE O ÍNDICE:Esta página fornece informações para esclarecer algumas questões básicas sobre esse ingrediente ativo, medicina, patologia, substâncias ou produtos. Não é exaustivae, portanto, não expõe todas as informações disponíveis não substitui a informação que pode fornecer seu médico.Como a maioria dos medicamentos têm riscos e benefícios. Quaisquer questões adicionais sobre este ou outros medicamentos deve conversando com o seu médico que serve. – Para consultar a literatura clic aquí-

DIFENIDRAMINA Ações terapêuticas.

Anti-histamínico bloqueador H 1, antidiscinésico, sedativo.

DIFENIDRAMINA Propriedades.

É um derivado da etanolamina. Compete com a histamina pelos receptores H 1presentes nas células efetoras. Desta forma evita, porém não reverte, as respostas mediadas unicamente pela histamina. Acredita-se que a ação antidiscinésica está relacionada com a inibição central das ações da acetilcolina mediadas pelos receptores muscarínicos e com seus efeitos sedantes. A difenidramina é bem absorvida por via oral e parenteral. Sua união às proteínas plasmáticas é de 98% a 99%. Metaboliza-se no fígado e uma pequena quantidade é excretada, sem modificação, pela urina. O início de ação por via oral ocorre entre os 15 e 60 minutos; sua meia-vida é de 1 a 4 horas e a duração de sua ação, de 6 a 8 horas. Apresenta grande atividade antimuscarínica.

DIFENIDRAMINA Indicações.

Tratamento da rinite alérgica perene e estacional, da conjuntivite alérgica, da urticária ou angioedema; tratamento do prurido e das reações urticarianas por transfusão; coadjuvante no tratamento das reações anafiláticas e anafilactóides; tratamento do parkinsonismo e reações extrapiramidais induzidas por fármacos, em pacientes de idade avançada que não toleram antidiscinésicos mais potentes.

DIFENIDRAMINA Posologia.

Como anti-histamínico, a dose usual para adultos por via oral é de 25 a 100mg a cada 6 a 8 horas; em crianças com menos de 12 anos, 5mg/kg/dia divididos em 4 doses. Como antidiscinésico em adultos, de 50 a 150mg/kg/dia. Por via parenteral (intramuscular ou intravenosa), a dose para adultos é de 10 a 50mg, e para crianças, de 1 a 1,5mg/kg a cada 6 horas, sem ultrapassar 300mg diários.

 

DIFENIDRAMINA Reações adversas.

Sonolência, espessamento das secreções bronquiais, secura na boca, nariz ou garganta; visão turva, confusão, enjôos. Crianças podem apresentar com mais freqüência sinais de estimulação do SNC, alucinações crises convulsivas ou problemas para dormir.

DIFENIDRAMINA Precauções.

Devido aos seus efeitos antimuscarínicos, deve-se ter precaução em casos de asma aguda (espessamento das secreções), na presença de obstrução do colo vesical, hipertrofia prostática ou retenção urinária. Por sua ação antiemética, pode dificultar o diagnóstico de apendicite e mascarar os sinais de toxicidade produzidos por superdosagem de outros fármacos. É aconselhável evitar a ingestão de álcool e outros depressores do SNC juntamente com a difenidramina e ter cuidado especial se ocorrer sonolência. Crianças podem apresentar uma reação paradoxal caracterizada por hiperexcitabilidade. Em glaucoma de ângulo aberto, o efeito midriático pode produzir um aumento da pressão ocular.

DIFENIDRAMINA Interações.

O uso simultâneo com o álcool ou depressores do SNC pode potencializar os efeitos depressores de ambos os medicamentos; a administração conjunta com inibidores da monoaminoxidase (IMAO) pode prolongar e intensificar os efeitos antimuscarínicos e depressores do SNC da difenidramina. Deve-se ter cautela ao utilizar simultaneamente com antimuscarínicos ou medicamentos com ação antimuscarínica, já que podem potencializar estes efeitos.

DIFENIDRAMINA Contraindicações.

Glaucoma de ângulo fechado (o aumento da pressão intra-ocular pode precipitar o ataque).